sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

ੴ ੴ Sobre obesidade na adolescência - leia o post!!!

Obesidade na adolescência

Autor: Chico Damaso ***

Fonte do texto: Site Nutritotal***

A obesidade é uma epidemia globalizada. Atualmente, entre os adolescentes escolares, 30% apresentam excesso de peso. Muitos fatores estão relacionados na gênese da obesidade, como os genéticos, fisiológicos e metabólicos, mas os que melhor explicam este rápido aumento estão relacionados à alimentação e ao estilo de vida.

Crianças e jovens obesos podem sofrer os mesmos males que adultos nesta situação, como hipertensão e diabetes do tipo 2. Ainda apresentam mais chances para problemas graves no futuro, como doenças cardíacas e até alguns tipos de câncer.

Diversos estudos comprovam que a obesidade é multicausal e, ainda, pode incluir problemas familiares levando a um desequilíbrio emocional. “Nem sempre o problema está na falta de conhecimento de uma alimentação balanceada. Os excessos cometidos pelos jovens têm causas, às vezes, no âmbito familiar”, afirma a nutricionista Simone Freire, coordenadora do PAPO - Programa de Atividade para o Paciente Obeso, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Um dos pontos fundamentais no tratamento de jovens, bastante priorizado no atendimento do PAPO, são os laços familiares. “Podemos afirmar que uma das causas da obesidade é o fraco vínculo do adolescente com a família. O suporte de pessoas próximas é muito importante para o tratamento“, alerta a nutricionista.

No programa, outros aspectos que não estão diretamente relacionados à alimentação e à prática de atividade física são trabalhados por uma equipe multiprofissional.

“Temos médicos, psicólogos, professores de teatro, de dança e até mesmo uma profissional de moda, que vai trabalhar a percepção corporal utilizando as roupas escolhidas por cada uma delas. Buscamos resgatar a auto-estima, que geralmente vem escondida sob muita roupa pesada de cor escura, inclusive no verão, nos dias mais quentes”, explica.

Segundo Simone, mesmo estando acima do peso, estas meninas podem usar roupas coloridas e, para isso, esta profissional oferece dicas para combinar as peças adequadamente.

Outra novidade utilizada no grupo é o Qi-Mental, uma prática chinesa da medicina, que ajuda os adolescentes a traduzir a linguagem do corpo e da psique com relação ao seu excesso de peso, de forma que possam conectar com seus sentimentos e mobilizá-los a favor das mudanças desejadas.

A nutricionista também destaca a importância do contato com outras jovens que convivem com os mesmos problemas, dúvidas e angústias. “Este contato com as colegas acaba sendo um estimulo muito forte, por que elas vivenciam as mesmas dificuldades e com isto adquirem consciência de quem são, do que querem e do que precisam para mudar. Juntas, acabam se fortalecendo e lidando melhor com as dificuldades”.

Programa de Atividade para o Paciente Obeso

O Programa de Atividade para o Paciente Obeso (Papo), da Unifesp, atende gratuitamente adolescentes do sexo feminino de 13 a 17 anos de idade.

O serviço já existe há dez anos e há dois é coordenado pela nutricionista Simone Freire. Nos últimos quatro anos, aproximadamente 80 meninas foram atendidas, com evasão aproximadamente de 15% por grupo trabalhado. “Dentro de programas para emagrecimento, é muito comum um número expressivo de desistentes, visto que ao iniciar o programa muitas meninas ainda não estão na fase de contemplação, ou seja, ainda não estão pensando em mudar suas atitudes”, afirma a coordenadora.

Realizado pelo Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente, coordenado pela disciplina de Pediatria da Unifesp, o programa trabalha com atuação interdisciplinar e motivadora, levando o grupo a mudanças nos comportamentos motor, alimentar e emocional. Atualmente, a equipe é composta por diversas áreas de atuação com objetivos e conteúdos complementares: dança; educação física; modalidades esportivas; educação nutricional; teatro/moda; psicologia e Qi-Mental.

O principal objetivo do programa é a conscientização das jovens para o problema e trazer de volta a auto-estima. “A duração do programa é curta para a mudança do estado nutricional. Ainda assim, as meninas conseguem diminuir de 3% a 5% do peso inicial, o que é um ótimo resultado para mudanças em vários padrões, sejam eles bioquímicos e de comportamento. Esta diferença já é muito expressiva para melhora da pressão arterial, redução da hiperglicemia e hiperlipidemia, assim como melhora da auto-estima, que pode ser entendida quando as adolescentes mudam o padrão de roupas e melhoram o vínculo social com os familiares e amigos, por exemplo”.

A partir deste ano, o Papo realizará suas atividades duas vezes por semana no Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente (CAAA), na rua Botucatu, 715 – Vila Clementino, São Paulo.

As inscrições para o novo grupo estão abertas e devem ser feitas exclusivamente pelo telefone (11) 5576-4360, de segunda à sexta-feira, das 8h às 16h até o dia 29 de janeiro.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

ੴ ੴ Sobre Edulcorantes - você sabe o que é???

Imagem - Google.Com
Os edulcorantes no Brasil

Autor: Chico Damaso**

Fonte do texto: Chico é Jornalista do Site Nutritotal**

Os edulcorantes, conhecidos como adoçantes, são indicados para quem não pode ingerir açúcar e/ou para portadores de doenças como diabetes e obesidade que necessitam de uma restrição calórica.

A legislação brasileira divide os adoçantes em naturais, sendo a mais conhecida a estévia, além da frutose e do sorbitol; e os artificiais, como aspartame, ciclamato e sacarina. O que difere as duas modalidades é a origem deste adoçante e também seu poder de doçura em relação ao açúcar. Os edulcorantes apresentam um poder adoçante maior.

Os adoçantes chamados naturais são originados de plantas ou moléculas de compostos naturais, como na lactose do leite, o lactitol; e a própria estévia, da planta Stevia rebaudiana, único edulcorante natural produzido em larga escala, cultivado nos países orientais, como China e Japão, e na fronteira do Paraguai. Já os artificiais são feitos a partir de moléculas sintéticas.

A estévia adoça 300 vezes mais que o açúcar. Já bastante consumido em países como o Japão, no Brasil chegou mais recentemente. Possui sabor residual amargo, mas tem o benefício de ser um adoçante natural.

Já o aspartame adoça 200 vezes mais que o açúcar, mas não tem o sabor amargo. Não é muito estável para uso culinário. A medida estabelecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o seu consumo é de 40mg por quilo de peso diariamente.

Julianna Shibao, autora do livro Edulcorantes: aspectos químicos, tecnológicos e toxicológicos, afirma que nenhum dos edulcorantes permitidos no Brasil demonstrou até o momento efeito tóxico ao organismo. Em testes realizados com animais com doses muito elevadas observou-se alterações fisiológicas, mas que não são aplicadas aos humanos, uma vez os metabolismos são diferentes.

“O limite estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e Anvisa para a ingestão diária aceitável é calculado pelo peso do individuo e, dentro destes limites, não se observa risco de efeito deletério. Mas é importante salientar que, em quantidades excessivas, de cerca de dez vezes os limites, os edulcorantes podem causar de diarreia até efeitos neurológicos”, alerta Julianna.

As contra-indicações são para grávidas e mulheres que estão amamentando, para evitar que o bebê sofra algum tipo de alergia devido aos compostos sintéticos. Também não é recomendado em crianças, exceto para as que possuem diabetes ou obesidade, sempre devidamente orientadas por nutricionista ou médico.

O ciclamato e a sacarina são contra-indicados em casos específicos, como os hipertensos, devido à grande quantidade de sódio contido em sua formulação.

“É importante que a população fique bem atenta ao consumo de edulcorantes, que devem ser usados em casos indicados, na quantidade permitida por lei, para que não prejudiquem sua saúde”, alerta Julianna.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

ੴ ੴ Sobre a alimentação de crianças em fase pré-escolar no Brasil!!!

Estudo revela carências e excessos de nutrientes na alimentação de crianças em fase pré-escolar

Autor: Chico Damaso (Jornalista**)

Fonte do texto: Site Nutritotal**

Recentemente divulgados, os resultados do Estudo Nutri-Brasil Infância revelam carências e excessos de nutrientes na população infantil brasileira. O estudo, fruto da parceria entre 12 instituições de ensino e pesquisa do país, a Danone Research e coordenada pelo pediatra e nutrólogo dr. Mauro Fisberg, professor-associado do Departamento de Pediatria da Unifesp e coordenador da Força-tarefa do Estilo de Vida Saudável da ILSI Brasil, avaliou 3.111 crianças em fase pré-escolar (2 a 6 anos) durante oito meses, em escolas e creches das redes públicas e privadas.

Foi identificado um perfil semelhante nos nove estados pesquisados (Amazonas, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Distrito Federal, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul): falta de cálcio e dieta rica em carboidratos e proteínas, mas muito pobre em frutas, verduras e legumes, entre outros problemas nutricionais.

“Dos resultados, o que é urgente e que está preocupando mais as organizações tanto governamentais como não-governamentais é a necessidade do aumento de alimentos específicos – frutas, verduras, legumes e derivados lácteos, que são essenciais. Mas é uma mudança que deve acontecer desde a educação familiar até o currículo escolar”, afirma o dr. Fisberg.

O Nutri-Brasil Infância constatou que 57% das crianças de 4 a 6 anos não ingerem a quantidade diária recomendada de cálcio, mineral fundamental na infância, justamente na época em que ocorrem as grandes mudanças físicas do indivíduo - crescimento ósseo longitudinal e modificações no tamanho e no formato do esqueleto.

Outro ponto destacado pelo dr. Fisberg foi o elevado consumo de colesterol e gordura trans em casa, local em que as refeições têm uma quantidade de fibras, vitaminas A, C, K, folato, ferro, cobre e magnésio ainda menor que nas escolas. “Percebemos que muitos comem a mesma quantidade em casa, mas num espaço de tempo menor. Já na escola, a alimentação é avaliada, medida e tem algum tipo de orientação”, explica o dr. Fisberg.

O Estudo Nutri-Brasil Infância mostra ainda que as crianças brasileiras estão consumindo três vezes mais a quantidade de sódio diária recomendada, o que, futuramente, pode levar a distúrbios cardiovasculares, como hipertensão. De acordo com o dr. Fisberg, esse resultado se deve principalmente à tendência brasileira de preparar os alimentos básicos, como arroz e feijão, com uma enorme quantidade de sal, além de adicioná-lo também aos alimentos depois de prontos.

Do ponto de vista da avaliação antropométrica, observou-se o excesso de peso em 27,4% das crianças menores de 5 anos. Os índices maiores foram encontrados nas escolas privadas, onde a taxa alcança 33,6%, enquanto nas públicas é de 25,8%.

A baixa estatura para a idade, encontrada em 5% das crianças, também chamou a atenção dos especialistas. Os piores números apareceram nas creches públicas, onde o índice de estatura abaixo de dois desvios padrão da curva da Organização Mundial de Saúde chega a 6,25%, enquanto nas privadas é de 3,83%.

“A alimentação nessa fase é essencial porque cria o hábito. E nesse período, podem surgir as doenças crônicas, como anemia ou fome oculta, além de sobrepeso e obesidade, que podem levar, no futuro, ao desenvolvimento de doenças.”

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

ੴ ੴ Presta atenção no que você come, quando e como foi feito!!!

Risco de contaminação cruzada por alimentos é recorrente

Autor: Chico Damaso (jornalista)

Fonte do Texto: Site Nutritotal

Há algumas semanas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez um alerta sobre o risco de contaminação cruzada de alimentos, que acontece quando o mesmo objeto – utensílios e equipamentos – é utilizado em alimentos crus e, em seguida, nos cozidos, ou até mesmo pela manipulação. De acordo com dr. Wilson Roberto Catapani, professor titular da disciplina de gastroenterologia da Faculdade de Medicina do ABC, o risco não é apenas atual, mas recorrente e está presente em qualquer lugar.

“O importante é ter sempre cuidado na manipulação de alimentos crus. Para eliminação das bactérias, é preciso submetê-los ao cozimento em temperaturas acima de 70ºC, além de lavar todos os alimentos muito bem. O grande potencial de contaminação está nos frutos do mar e no ovo cru, assim como seus derivados, por exemplo, a maionese”, explica dr. Wilson.

Estes alimentos citados pelo médico gastroenterologista são responsáveis por 34,5% dos episódios de doenças originadas de alimentos no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Um desses males, a intoxicação alimentar, se manifesta de formas diferentes, conforme o estado de saúde do paciente. Se o indivíduo possui alguma doença de base ou não, e a faixa etária são algumas das variáveis. Nos casos dos mais debilitados e com idade avançada, o quadro se agrava significativamente, com risco de óbito.

O processo de contaminação ocorre pela transferência de microrganismos, presentes em carnes cruas e vegetais não lavados, para os alimentos cozidos. Em 2009, a Anvisa determinou que o rótulo dos ovos deve conter declarações como “O consumo deste alimento cru ou mal cozido pode causar danos à saúde” e “Manter os ovos preferencialmente refrigerados”. Carnes e miúdos de aves têm informações semelhantes em sua rotulagem.

Como evitar contaminação cruzada

  • Separar carnes e peixes crus de outros alimentos
  • Manipular alimentos crus e cozidos utilizando equipamentos e utensílios, como facas ou tábuas de corte, independentes
  • Guardar os alimentos em embalagens ou recipientes fechados para evitar o contato entre crus e cozidos
  • Lavar bem os utensílios e as mãos após a manipulação de alimentos crus
  • Guardar na geladeira os alimentos cozidos, mesmo que ainda estejam quentes