Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

ੴ ੴ Diabetes Gestacional - Isso é sério, cuide-se!!!

Por Juliana Lopes

A gravidez requer uma série de cuidados com o corpo da mulher, principalmente na questão do aumento de peso, este um dos responsáveis pela diabetes gestacional. Histórico na família, hipertensão ou pré-eclâmpsia na gravidez atual, ou gestações anteriores com bebês de mais de quatro quilos também são fatores de risco para desenvolver a doença.

Gestantes com mais de 35 anos também devem ficar atentas, pois a propensão é maior por causa de alterações na placenta. Estresse e cigarro também estão associados.

No Brasil, estima-se que cerca de 90 mil grávidas desenvolvem este tipo de diabetes, que acontece principalmente no segundo trimestre da gravidez. Apesar de ela regredir por conta própria existe a possibilidade de afetar mãe e bebê, e causar a morte do feto ou neonatal.

Por se tratar de uma doença que muitas vezes seus sintomas se confudem com outras, em geral - sede, urina em excesso, inchaço, vômitos incontroláveis, visão turva, fadiga crônica e infecções na bexiga ou na vagina-, especialistas logo indicam o teste de tolerância à glicose na primeira visita do pré-natal, além do acompanhamento entre a 24ª e a 28ª semana de gravidez.

Durante o tratamento, as visitas ao médico são mais freqüentes. No início, a cada três semanas; depois da 28ª semana, a cada duas semanas; e a partir da 36ª, toda semana. A futura mamãe controla a alimentação não apenas eliminando doces ou chocolate, mas também reduzindo a quantidade de carboidratos, que se transformam em açúcar no sangue. Se, mesmo assim, o tratamento não acontecer como o esperado, o médico sugere a aplicação de insulina e ainda o controle da glicemia cerca de duas a três vezes por dia.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, o tratamento é indicado quando as taxas de glicose em jejum fiquem acima de 105 mg/dl e as taxas de glicose medidas 2 horas após as refeições acima de 130 mg/dl. É comum que a resistência à insulina atinja o auge durante o terceiro trimestre.

O órgão explica que o principal objetivo do tratamento é diminuir o peso do bebê e evitar a queda do açúcar no nascimento. Segundo o obstetra, quando está no útero materno, a criança vive em regime de alta glicemia. O excesso do açúcar no sangue da mãe faz com que ela e o bebê fiquem acima do peso ideal, o que pode causar problemas para ambos na hora do parto ou até aborto espontâneo.

“Após o nascimento, o recém-nascido de mãe com diabetes gestacional precisa de cuidadosa avaliação no berçário. Existem ocorrências em que o bebê apresenta icterícia (aspecto com pele amarelada) por imaturidade das funções do fígado. Ele pode, também, apresentar problemas respiratórios e, muito freqüentemente, hipoglicemia - quando o nível de glicose fica muito baixo no sangue”.

O obstetra acrescenta que a diabetes na gestação também pode repercutir na infância e adolescência. Para a mãe, o mesmo poderá acontecer. Como a diabetes gestacional ocorre logo no início da gravidez, existe a possibilidade de a mãe a tivesse antes da gestação. Na opinião da instituição, as mulheres devem avaliar as taxas de glicose após o parto não só por esse motivo, mas também pela semelhança dessa diabetes com a do tipo 2.

Para prevenir e controlar a doença, o ideal é manter atividades físicas regulares que ajudam o sistema imunológico, alimentação saudável evitando doces, gorduras e excesso de carboidratos, controlar o humor e fazer exames periódicos. "A abordagem da doença deve ser multidisciplinar e humanizada, com dedicação do obstetra, endocrinologista, psicólogo, enfermeira, bioquímico e nutricionista", finaliza o obstetra.

Fonte do texto: Vila Mulher

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

ੴ ੴ Boletim ASBRAN - Associação Brasileira de Nutrição!!!

Inscrições para Título de Especialista terminam 31 de julho

Encerra-se no final de julho o prazo para inscrições de candidatos que queiram participar do processo de concessão de Título de Especialista em Nutrição, concedido pela ASBRAN. A prova será realizada dia 24 de novembro próximo, durante a realização do Simpósio ASBRAN 60 anos: Conjugando saberes e competências do nutricionista.

O Título de Especialista é adquirido pelo profissional graduado que acumula conhecimentos de uma área específica, por atuação identificada com sucesso na referida área e reconhecida por entidade técnico-científica. Por isso a Associação Brasileira de Nutrição ressalta que o candidato pode obter o Título de Especialista por experiência profissional, através dos documentos previstos no edital. O candidato deverá obter pontuação mínima de 70 pontos para receber o Título de Especialista por mérito sem a necessidade de realizar a prova.

Confira a programação do Simpósio ASBRAN 60 anos

A diretoria da Associação Brasileira de Nutrição já definiu a programação do Simpósio ASBRAN 60 anos: Conjugando saberes e competências do nutricionista. Confira:

PROGRAMAÇÃO

Dia 24 de Novembro - Auditório A - 8:15 - 9:15h

Conferência de Abertura

ASBRAN e sua importância no desenvolvimento da nutrição no país.

9:15 - 10:45h - Mesa Redonda (Saúde Coletiva): Desafios dos programas governamentais frente ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN)

11:15 - 12:45 - Mesa Redonda (Nutrição Clínica): Da dieta hipocalórica a nutrigenômica no tratamento do paciente obeso

14:30 - 16:00h - Mesa Redonda (Alimentação Coletiva): Interface entre os sistemas de gestão da qualidade e a segurança de alimentos.

- Qualidade dos alimentos: quais aspectos a considerar?

- Panorama da legislação sanitária no Brasil

- ISO 22000: a evolução da segurança de alimentos

16:30 - 18:00h - Mesa Redonda (Nutrição em Esporte): Estratégias de suplementação no esporte.

- Fitoterápicos no esporte

- Suplementação nutricional e redução de gordura

- Suplementos e hipertrofia muscular

Dia 25 de Novembro - 8:15 - 9:15h

Conferência: Os hábitos alimentares dos brasileiros: uma visão antropológica.

9:15 - 10:45h

Mesa Redonda (Nutrição Clínica): Consensos e dissensos na nutrição clínica.

- Risco cardiovascular em pessoas vivendo com o HIV na era HAART

- Da ingestão de sódio a hipertensão arterial sistêmica no Brasil

- Consenso em Nutrição em Câncer

11:15 - 12:45h

Mesa Redonda (Saúde Coletiva): Segurança alimentar e nutricional no Brasil: trajetória histórica e o momento atual.

- De Josué de Castro ao Comitê de Ação da Cidadania

- Do Comitê à criação dos CONSEAS da LOSAN à Construção do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional

14:30 - 16:00h

Mesa Redonda (Nutrição em Marketing): Os limites entre as organizações de sucesso e a sobrevivência do profissional no mercado de trabalho.

- Empreendedorismo e liderança moderna

- As competências do nutricionista enquanto gestor

- Estratégia, inovação e marketing: ferramentas necessárias ao nutricionista.

16:30 - 18:00h

Mesa Redonda (Alimentação Coletiva): Avanços tecnológicos na prestação de serviços em alimentação coletiva.

- Evolução das características do planejamento físico.

- Modernização dos sistemas de produção de alimentos prontos para consumo.

- Novas fronteiras na prestação de serviços encurtando os gaps tradicionais.

Auditório B - 9:00 - 12:30h

Oficina: Formação do nutricionista: contextualizando o momento atual Profissionalização e conhecimento.

- A inovação do projeto político pedagógico dos cursos de Nutrição

- Perfil de egressos.

14:30 - 18:00h

Mesa de Relatos: Experiências exitosas: áreas promissoras de atuação para o nutricionista.

Fonte do texto: ASBRAN

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

ੴ ੴ Glicemia da gestante e a saúde do bebê - Fique de olho e cuide-se!!!

Por Chico Damaso**

A avaliação médica e nutricional das gestantes é alvo de inúmeros estudos em todo o mundo. Um dos temas bastante discutido atualmente é a hiperglicemia materna. O estudo sobre o tema concluído nos Estados Unidos, o HAPO (The Hyperglycemia and Adverse Pregnancy Outcome) acompanhou mais de 25 mil gestantes e seus bebês.

Um dos principais achados foi que pequenas variações no açúcar do sangue das mães influenciam tanto na produção de insulina como na adiposidade do corpo do bebê.

Outras evidências foram a relação do tamanho do bebê ao nascer com a adiposidade na vida futura da criança, com o aparecimento de obesidade e de alterações em seus pâncreas, podendo conferir maior risco para desenvolvimento de diabetes.

Para a médica endocrinologista Ellen Simone Paiva, estes achados têm grande peso na avaliação médica e nutricional das gestantes, principalmente pelo fato do estudo ter sido realizado com gestantes sem sinais de diabetes gestacional.

Segundo o estudo, estas gestantes não diabéticas, mas com maiores elevações glicêmicas, deram à luz a bebês com mais gordura corporal e maior produção de insulina. O alerta se dá pelo fato destas alterações glicêmicas serem muito menores do que aquelas anteriormente estipuladas como perigosas e também podem atravessar a barreira placentária e alcançar o feto, estimulando a excessiva produção de insulina.

A insulina, segundo a endocrinologista, acelera os mecanismos de estocagem de energia sob a forma de gordura, propiciando o nascimento de bebês com muito mais gordura corporal e com um mecanismo acionado para que possam continuar lidando dessa mesma forma com os nutrientes que chegam até eles.

Diabetes gestacional

O Diabetes Mellitus é caracterizado pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue, ou hiperglicemia. Isso pode ocorrer por diferentes motivos, culminando nos vários tipos da doença. O diabetes gestacional é um deles, e aparece durante a gestação. Na maioria dos casos, desaparece após o parto. Em alguns casos, no entanto, as mulheres acabam desenvolvendo diabetes tipo 2 alguns anos após o parto, principalmente se estiverem acima do peso.

Além dos sintomas comuns aos demais tipos de diabetes, pode haver excessivo ganho de peso, infecções urinárias, vômitos e visão turva. Mas como também é possível que aconteçam apenas sintomas leves, é imprescindível o acompanhamento pré-natal adequado e realização de exames específicos ao menor sinal de problemas.

Se não diagnosticada e tratada desde o início, há riscos imensos para a gestante e para o bebê. Na gestante, dificuldade de cicatrização, queda da resistência imunológica, infecções urinárias, de pele ou vaginais, hipertensão arterial e suas conseqüências, que podem acabar num aborto ou parto prematuro. Para o feto, há risco de hipoglicemia, icterícia prolongada, problemas respiratórios e até malformações cardíacas.

Estão mais propensas a desenvolver o problema as gestantes já expostas aos fatores hormonais que facilitam a ocorrência das elevações da glicose, tais como aquelas com sobrepeso ou obesidade, tabagistas, ou com antecedentes pessoais de partos complicados, histórico de diabetes da família, portadoras da Síndrome dos Ovários Policísticos e aquelas com excessivo ganho de peso durante a gestação.

Cerca de 7% de todas as gestações nos Estados Unidos são afetadas pelo diabetes gestacional, resultando em mais de 200 mil casos anuais. No Brasil, segundo o Projeto Diretrizes da Associação Médica Brasileira, elaborado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a prevalência da doença está entre 2,4% e 7,2% das gestantes.

Autor do texto: Chico Damaso** - chicoacontece@uol.com.br - Jornalista chefe do Site Nutritotal - É Formado em Jornalismo pela Universidade Casper Líbero.

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

ੴ ੴ Sancionada lei que amplia alimentação escolar para toda educação básica!!!

Agora é pra valer. Em solenidade realizada dia 16 de junho, terça-feira, o presidente em exercício José Alencar sancionou o projeto de lei de conversão nº 8/2009, que transforma em lei a Medida Provisória nº 455/2009 e amplia a alimentação escolar para toda a educação básica pública. Cerca de 12 milhões de estudantes do ensino médio e da educação de jovens e adultos serão beneficiados com a medida, que estende a abrangência dos programas nacionais de Alimentação Escolar (Pnae), de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate) e do programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE).

Até a Medida Provisória, o programa da merenda escolar atendia apenas a educação infantil e o ensino fundamental. Agora, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) vai transferir R$ 2,02 bilhões este ano para a compra da merenda em estados e municípios.

Antes restritos ao ensino fundamental, o Pnate e o PDDE passaram a beneficiar também o ensino médio e a educação infantil. Com isso, o orçamento do Pnate passou para R$ 478 milhões, em 2009, e vai atender 4,8 milhões de alunos residentes em áreas rurais, contra R$ 301 milhões para 3,4 milhões de beneficiados, em 2008. Já o PDDE vai atender 45,6 milhões de alunos, com recursos da ordem de R$ 920 milhões, 33% a mais que os R$ 690 milhões repassados no ano passado.

Agricultura familiar - A nova lei prevê incentivo à agricultura familiar, exigindo que no mínimo 30% dos recursos repassados pelo FNDE sejam usados na compra de alimentos de pequenos produtores, o que deve aquecer a economia dos municípios. Também permite que o FNDE transfira recursos diretamente às escolas quando o município ou o estado não prestar contas do dinheiro recebido ou não tiver Conselho de Alimentação Escolar.

Fonte de informação: FNDE/ASBRAN